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Novembro Negro: 10 comunidades quilombolas recebem títulos fundiários, dentre as quais Nova Batalhinha, em Bom Jesus da Lapa (BA)

03 de novembro de 2026 às 17:45

direitos humanos/comunidades quilombolas
O governo federal vai entregar títulos de regularização fundiária a dez comunidades quilombolas em oito estados. A titulação vai ocorrer no próximo dia 26, em Brasília, como parte da programação do Novembro Negro – mês destinado à promoção do enfrentamento ao racismo e às desigualdades sociais.
 

Nova Batalhinha, em Bom Jesus da Lapa, no Oeste da Bahia
© Reprodução/jornalgrandebahia.com.br/

Titulação vai ocorrer no próximo
dia 26, em Brasília
 
A iniciativa federal foi antecipada pela ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, nesta terça-feira (3), durante entrevista coletiva que marcou o início da programação do Novembro Negro 2026 – cujo lema, este ano, é Brasil pela igualdade racial: o legado para o futuro.
 
A titulação beneficiará cerca de 1.120 famílias dos seguintes territórios quilombolas:
 
        • Nova Batalhinha, em Bom Jesus da Lapa (BA);
        • Boa Vista dos Negros, em Parelhas (RN);
        • Lagoa dos Campinhos, em Amparo do São Francisco (SE);
        • Serra da Guia (SE), em Poço Redondo (SE);
        • Caraíbas (SE), que abrange parte do território de cinco cidades sergipanas;
        • Vaca Morta (PB), localizada em Diamante (PB);
        • Invernada dos Negros, nos municípios de Campos Novos e Abdon Batista, em Santa Catarina;
        • Casca (RS), em Mostardas (RS);
        • São Tomé do Aporema, em Tartarugalzinho (AP);
        • Alto Trombetas 2, em Oriximiná (PA).
 
De acordo com a ministra, ainda em novembro, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, enviará decreto ao Congresso Nacional, simplificando o processo de regulação fundiária em áreas públicas.
 
“Com isso, comunidades quilombolas que hoje ocupam áreas públicas da União vão ter, finalmente, o reconhecimento do território por meio de um título coletivo”, explicou a ministra, assegurando que outras comunidades tradicionais, como ciganos e povos de terreiro, também serão beneficiadas.
 
Programação
 
O Novembro Negro contará com uma agenda de debates, encontros, lançamentos e eventos de promoção de articulações entre órgãos públicos, instituições parceiras e sociedade civil. Para divulgar a programação completa, o Ministério da Igualdade Racial vai disponibilizar, em seu site, a quarta edição do chamado Mapa do Brasil pela Igualdade Racial.
 

Ministra Rachel Barros e ministro Alexandre Padilha. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Entre os destaques da programação estão a audiência pública, em 19 de novembro, para elaboração do 2º Plano Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Planapir) e o lançamento, no mesmo dia, do chamado Pacote Quilombola – do qual a titulação de territórios faz parte.
 
Em entrevista coletiva durante abertura do mês Novembro Negro, a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros destacou que o combate ao racismo perpassa diferentes áreas e exige articulação política, não só entre os vários ministérios e órgãos federais, mas também com estados e municípios.
 
“Sem igualdade racial não temos democracia plena, pois estamos falando de 55% da população, da necessidade de combatermos o racismo e de fazer com que nossa sociedade seja cada vez mais democrática, diversa e promotora de direitos”, disse Rachel,
 
Também participaram da coletiva de imprensa os ministros Alexandre Padilha (Saúde); Édipo Araújo (Pesca e Aquicultura); Margareth Menezes (Cultura) e Paulo Henrique Cordeiro (Esportes), além da ministra interina das Mulheres, Eutália Barbosa, e do presidente da Fundação Cultural Palmares, João Jorge Rodrigues.
 
Da Agência Brasil