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SUA VOZ, SEU CANTO

02 de novembro de 2026 às 11:27

pauta livre/pauta literária

Celso Lacerda © Celso Lacerda/Arquivo pessoal
Alerta!
 
Que as pessoas não devam ser acomodadas, até dá para entender.
 
Porque já pensou alguém alugar sua vida para quem não sabe sequer respeitar suas fraquezas e fortalezas?
 
Alguém que, por tantas vezes, faz da sua voz um silêncio abafado, consumido pela escuridão que nem mesmo a ajuda de um candeeiro, quase sem luz, consegue dissipar e iluminar a alma?
 
Infelizmente, há pessoas que mergulham nesse cenário tristonho para satisfazer alguém e, com as próprias mãos, apagam a vela de pavio fraco, fecham a cortina da vergonha e se despedem, aos poucos, de uma vida saudável, repleta de alegria.
 
A vida tem mostrado que, em alguns relacionamentos, quem mais se doa acaba rastejando e mendigando amor, sem receber o devido reconhecimento pelo sacrifício que lhe é imposto por alguém que se aproveita do amor sincero que lhe foi oferecido.
 
Quem oferece esse amor vai se submetendo, sem saber até quando suportará essa situação, enquanto alimenta seus dias, que passam lentamente, entre o sofrimento e a espera de um amor correspondido que nunca chega.
 
Mas isso tem limite, graças a Deus!
 
Porque haverá uma luz que se encontrará, carinhosamente, com a alma e emitirá centelhas de reflexos, encarregando-se de romper o cativeiro e fazer renascer uma nova pessoa, com novos sonhos e um novo olhar para o firmamento.
 
É nesse momento que ela buscará ressuscitar o amor-próprio, voar nas asas da sabedoria e cantar em um ninho sem grades, sem telas que a aprisionem, onde sua voz alcançará os mais belos sentimentos de amor.
 
Quem reencontra sua própria voz não precisa mais pedir licença para cantar. 
 
Por Celso Lacerda, membro da ABL/Barreiras (BA)
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