 Celso Lacerda © Celso Lacerda/Arquivo pessoal |
Coroa?
Idoso?
Velho?
Terceira idade?
Maduro?...
O nome pouco importa.
O que importa é não perder a beleza de sonhar.
Se vivemos de sonhos, que eles sejam sempre cultivados, como sementes que florescem em cada manhã.
O sol desperta o brilho da juventude, e, à noite, a lua — serena, bondosa, gentil — prepara a alma para um novo amanhecer.
O idoso que busca a paz vê em cada coisa um recomeço, mesmo quando já a conhece.
Se algo o surpreende, se os olhos se arregalam diante do inesperado, a novidade deve ser abraço, não reprovação.
O tempo ensina outro olhar, outra descoberta.
A sabedoria acumulada não pesa — fortalece.
E nele floresce o amor da família, o respeito, a aceitação dos mais novos.
O idoso não é velho: é uma criança vestida de rugas, com olhos serenos, passos lentos, curvas no corpo... mas cheia de experiência, responsabilidade, bondade, humor e ternura.
Como disse Lucas Mires:
“Quando formos idosos, nada mais seremos do que pequenas crianças em um corpo frágil, cheio de sabedoria e experiência.”
E o idoso é também dono de um sorriso verdadeiro.
E o sorriso, quando vem da alma, nunca envelhece.
DIA DO IDOSO – 1º DE OUTUBRO
Por Celso Lacerda, membro da ABL/Barreiras (BA)
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