 Celso Lacerda © Celso Lacerda/Arquivo pessoal |
A gente acaba oferecendo aquilo que temos dentro de nós.
Se temos um jardim na alma, colhemos flores e as oferecemos ao outro.
Mas há quem guarde as flores para si e entregue espinhos, ferindo as mãos de quem delas se aproxima.
Há momentos em que até o beija-flor e a borboleta se escondem atrás dos gravetos do silêncio e se põem a chorar pelo tamanho do desprezo que baila no ar.
Talvez, para algumas pessoas, seja mais fácil colorir a própria vida com o vermelho do sangue deixado pelos espinhos, do que permitir que a bondade floresça dentro de si e também na vida do outro.
Porque cada um oferece aquilo que cultiva na alma.
Quem cultiva amor, oferece flores.
Quem cultiva amargura, oferece espinhos.
E eu prefiro ter um jardim na alma, mesmo sabendo que, para oferecer flores, preciso primeiro cultivá-las dentro de mim.
Por Celso Lacerda, membro da ABL/Barreiras (BA)
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