 Celso Lacerda © Celso Lacerda/Arquivo pessoal |
Lembro-me perfeitamente de que fumar era coisa de adultos e adolescentes rebeldes. Foi nesse tempo que comecei fumando escondido, principalmente dos meus pais.
Achava-me adulto. Graças a Deus, isso aconteceu há muito tempo.
Naquela época não havia celular, mas sempre havia a carteira de cigarro no bolso da camisa.
O desejo de fumar em festas, boates, encontros com amigos era um charme. Tragar o cigarro, soltar a fumaça levemente no ar e observar o seu desenhar era um prazer que alimentava a vontade de repetir, muitas vezes, aquele momento cheio de falsa paixão.
Mas os jovens, geralmente, nem imaginam o mal causado pelo cigarro. É um vício que escraviza, acorrenta o pensar e arrasta muita gente ao sofrimento, causando doenças, muitas vezes incuráveis, que conduzem à morte.
Parar de fumar é provar a si mesmo que, na vida, não vale a pena conviver com nada que não lhe faça bem. É amar a si mesmo e ao outro(a).
O poeta dos amores, Pablo Neruda, já dizia: “A vida não começa quando se nasce, começa quando se ama.” Perfeito.
A alma tem que ser amada e bela — não merece fumaça!
A alma sobrepõe o corpo, e o corpo é energizado pela beleza da essência da alma.
Cuide do corpo para que a alma faça morada dentro de você, numa cumplicidade de amor. Cuidar dele é preservar a vida.
A alma me guia, entra no meu corpo e me faz de brinquedo.
Leva-me às nuvens, acaricia meus desejos e vontades e me liberta de uma vida viciante que não me pertence mais.
Obrigado, meu Deus!
Por Celso Lacerda, membro da ABL/Barreiras (BA)
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