 Celso Lacerda © Celso Lacerda/Arquivo pessoal |
Do nada você apareceu.
Do nada você me flertou com seu olhar, dando a ideia de um começo para amar.
Do nada eu fantasiei,
viajei e me fixei num ponto do amor.
Com um meio sorriso, sonhei, e um fiapo de paixão me inundou.
Do nada e do tudo!
Do tudo e do nada!
Sonhei ao te ver.
Do nada e do tudo!
Do tudo e do nada... eu e você!
Olhares, olhares, olhares
se misturaram, entrelaçaram-se, pagando para ver.
E, nesse silêncio mudo,
eu não queria te perder.
Só a gente se compreendia.
Você partiu...
e, por várias vezes, olhou para trás, até perder-se na distância.
E eu, cheio de melodia,
em pensamento, joguei carícias e beijos ao vento...
E o vento ficou encarregado de entregá-los.
Fiquei apenas eu, cheio de saudade e sentimento.
Por Celso Lacerda, membro da ABL/Barreiras (BA)
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