 Celso Lacerda © Celso Lacerda/Arquivo pessoal |
Hoje, no meu aniversário, não conto apenas os anos que passaram; conto as histórias que vivi, os amores que encontrei, os desamores que partiram sem dizer adeus, as lágrimas que derramei e os sonhos que ainda guardo. Afinal, enquanto houver vida em meu coração, haverá sempre um novo horizonte para contemplar, uma nova estrada para percorrer e uma nova razão para agradecer.
Imaginando aqui o meu nascimento, penso nas mãos cansadas da parteira, ainda com coragem e carinho, abrindo o caminho para a minha chegada. Penso no franzir da testa de minha mãe, a amada Terezinha, com dores de amor, dando-me o primeiro abraço e sentindo o líquido que nos pertencia. E o olhar de meu pai, Cícero, fixado na presença de seu filho amado.
E o meu choro, de boca aberta e olhos lacrimejantes, era o primeiro grito saudando a vida, que, com a inocência, mergulhava em um novo mundo, necessitando de cuidados amorosos para entender e seguir a caminhada do desconhecido.
O tempo passa tão rápido e deixa marcas no transitar da vida que, como tatuagens coloridas e cheias de garranchos, registram a beleza, a tristeza, a luta e a alegria que homenageiam um viver cheio de expectativas e ainda nos convidam a olhar para um horizonte azul, cheio de reflexos luminosos do sol, que nos faz ainda resplandecer e sonhar com dias melhores.
Aqui estou eu, vivendo, sonhando, buscando aprender o que a modernidade disponibiliza, o saber que ilumina mentes e a convivência com a diversidade que encanta a vida.
Depois de tantos anos, ainda estou a caminho do topo da montanha, acariciando a natureza que, a cada dia, deslumbra um novo cenário, sentindo o vento que invade minha alma. O sol, que suavemente bronzeia meu corpo; a lua, lamparina dos meus sonhos; e o céu estrelado, que convida meus braços a sentir a presença amável de Deus.
E vou caminhando na montanha da vida, agradecendo todas as conquistas, todos os amores, todos os amanheceres, na perspectiva de continuar sonhando com a beleza que brota dentro e fora de mim, mas que brilha fraternamente nos corações amorosos dos outros.
Parabéns para mim!
E que a felicidade que hoje abraço possa também florescer no coração de todos.
Por Celso Lacerda, membro da ABL/Barreiras (BA)
Direitos autorais: Lei nº 9.610/98