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Conab reúne especialistas para conhecer ferramenta de mapeamento global de áreas agrícolas

19 de junho de 2026 às 16:59

agricultura/conab
O uso de recursos tecnológicos e as inovações voltadas ao acompanhamento da produção de grãos foi tema de encontro entre técnicos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), parceiros e integrantes do Projeto World Cereal, uma iniciativa da Agência Espacial Europeia (ESA). Realizada entre os dias 16 e 18 no Centro de Desenvolvimento de Recursos Humanos (CDRH), em Brasília (DF), a reunião teve como um dos objetivos fortalecer a cooperação técnica e científica voltada ao aprimoramento do monitoramento agrícola e da produção de informações estratégicas para o setor agropecuário.
 

Imagem criada por inteligência artificial
© Reprodução/canalrural.com.br/
 
Por três dias, técnicos da Companhia e
parceiros se reuniram com integrantes do Projeto World Cereal de forma a cooperar
no aprimoramento de ferramenta
de mapeamento
 
Essa é uma oportunidade de reforçar a cooperação internacional para o desenvolvimento de soluções inovadoras voltadas para as informações da agropecuária de forma a termos cada vez mais fontes de informações objetivas, para auxiliar e basear a tomada de decisões, especialmente de políticas públicas”, disse a diretora de Política Agrícola e Informações da Companhia, Naiara Bittencourt. “Sobretudo em um momento muito importante e significativo que enfrentamos que são as mudanças climáticas. Isso não afeta só ao cenário brasileiro, atingindo todos os países de uma forma geral. Essas novas tecnologias possibilitam trazer essas informações, e a partir delas pensar qual é o impacto na produção agrícola, especialmente para produção de alimentos e como isso se reverbera para os próximos anos”, complementou.
 
Durante o encontro, os participantes puderam conhecer o funcionamento da plataforma de mapeamento desenvolvida pelo consórcio europeu World Cereal. “Ao compreender a operação do sistema é possível fazer uma melhor avaliação da ferramenta de forma a analisar o potencial da sua aplicação no país e, caso venha a ser adotada, as necessidades de aprimoramento para a realidade brasileira”, avaliou a gerente de Geotecnologias da Conab, Patrícia Maurício Campos.
 
O evento também contou com a participação de representantes de instituições como a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), além de representantes de instituições da Argentina, Chile, México e República Dominicana.
 
Iniciativas já realizadas – O mapeamento de áreas agrícolas tem sido realizado pela Conab junto a parceiros como o Inpe e a UFMG. Em fevereiro deste ano, a Companhia lançou o Parque Cafeeiro, uma plataforma para mapear áreas de produção de café do Brasil. Com o sistema, será possível saber, por meio de registros legais, se o café é oriundo de área desmatada a partir de 2020, uma medida que atenderia requisitos estabelecidos por importadores, como a União Europeia.
 
Essa ferramenta também traz imagens de satélite, dados de bases territoriais oficiais e algoritmos de análise espacial que delimitam e identificam essa área de produção cafeeira. Isso é bom para o mercado não só no sentido da identificação, da proveniência e da rastreabilidade desse café, mas também da qualidade do produto e da segurança para os nossos produtores”, destacou a diretora.
 
Além do Parque Cafeeiro, a Companhia atua ativamente no mapeamento e monitoramento da produção agrícola mundial ao representar o Brasil no programa Grupo de Observações da Terra para o Monitoramento Agrícola Global (Geoglam), criado para subsidiar políticas públicas dos países integrantes do G20. O sistema utiliza imagens de satélite e inteligência artificial para prever safras globais e contribuir para a soberania e segurança alimentar e nutricional.
 
Como ferramenta de apoio para fortalecer esse monitoramento, a estatal faz uso do sistema GLAM (Global Agriculture Monitoring) desenvolvido e implementado pela Universidade de Maryland (UMD), a pedido do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), adaptando a tecnologia para as características territoriais do Brasil. O GLAM é alimentado com imagens de satélites da Agência Americana de Administração Nacional Aeronáutica e do Espaço (NASA), e permite identificar anomalias e diferentes níveis de desenvolvimento, entre outras características das culturas.
 
Gerimp Conab/Governo Federal