 escritor Celso Lacerda © Celso Lacerda/Arquivo pessoal |
A gente nasceu para amar! Como é ótimo amar! Aqui expresso: “
amar” no sentido de amor, de amor verdadeiro. A presença da pessoa que amamos em nossa vida será sempre um clarão dourado que reflete centelhas de amor na gente. A vida, com sua naturalidade, dá um tempo para se viver, se apaixonar, se entregar, amar, conviver, compreender, perdoar... Esse tempo é desconhecido, não mensurado, mas, a qualquer momento, é fechada a cortina desse tempo, independentemente do bordado, do colorido e da renda dessa cortina. E, sem anunciar, simplesmente o silêncio rouba o barulho existente e baila suavemente no espaço ao encontro do infinito. Desaparece!
Mas, felizmente, quem tem amor verdadeiro, cheio de cumplicidade, quer mais tempo para viver com seu amor. Não quer partir. Há a necessidade constante de fazer transbordar o amor na alma do outro, a presença do toque suave do querer, a ponto de sentir o arrepiar dos pelos do corpo sobre a pele carente, sinalizando, também, que a vida com prazer é essencial. Assim sendo, deve-se buscar sempre, com sinceridade, o sorriso amoroso que vem dos lábios molhados de desejos.
Às vezes, me pergunto: por que há momentos em que o amor se perde num vazio? E, de imediato, sinto que esse vazio é preenchido por lágrimas que jorram dos olhos, mas que, com certeza, nascem da alma.
Amar e dor têm sentido, mesmo que o amor seja correspondido. Assusta-me — e não deixa de ser triste — pensar assim: não há amor sem dor, na proporção em que a dor de amar é pertencente à própria circunstância do amor, não se limitando à possibilidade de separar: amar e dor.
O poeta dos amores, Pablo Neruda, dizia: “Amo-te sem saber como, nem quando, nem onde. Te amo diretamente, sem problemas nem orgulho: assim te amo porque não sei amar de outra maneira.”
Sinto que amor e saudade andam de mãos dadas e que, juntos, em silêncio, cumprem fielmente a cumplicidade dos seus jeitos de ser. O sentimento da falta de quem a gente ama machuca. Só há caminhos a seguir: muita fé em Deus e trazer para o coração da gente lembranças dos momentos alegres, dos olhares marcantes de atenção, do sorriso, das brincadeiras, dos cuidados, da fidelidade e do amor incondicional.
FELIZ DIA DOS(AS) NAMORADOS(AS)
Por Celso Lacerda, escritor e membro da ABL/Barreiras (BA)
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