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Inflação de maio fica em 0,58%, influenciada por preço dos alimentos

12 de June de 2026 às 10:54

economia/inflação/deflação
O preço dos alimentos pressionou o bolso dos brasileiros em maio e representou metade da inflação, que variou 0,58%, no mês passado.
 
O resultado mostra que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) perdeu força em relação aos dois meses anteriores. Entretanto, fez com que o acumulado de 12 meses chegasse a 4,72%, saindo do limite de tolerância estipulado pelo governo.
 

© EBC/Divulgação
 
Em 12 meses, IPCA soma 4,72% e fica
fora de limite de tolerância
 
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
 
A meta de inflação estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual (p.p) para mais ou para menos, ou seja, um intervalo de 1,5% a 4,5%. 
 
Desde o início de 2025, o período de avaliação da meta é referente aos 12 meses imediatamente passados e não apenas o alcançado no fim do ano (dezembro). O teto é descumprido se a inflação estourar o intervalo de tolerância por seis meses seguidos.
 
A última vez que o acumulado de 12 meses ficou fora do limite havia sido em outubro de 2025, quando marcou 4,68%.
 
Veja o comportamento da inflação mensal ao longo de 2026:
 
       • Maio: 0,58%;
       • Abril: 0,67%;
       • Março: 0,88%;
       • Fevereiro: 0,70%;
       • Janeiro: 0,33%.
 
O IPCA de maio veio acima da estimativa do mercado. O Boletim Focus da última segunda-feira (8), sondagem do Banco Central (BC) com agentes do mercado financeiro, projeta que a inflação de maio ficaria em 0,48%. Para o fim de 2026, o mercado projeta 5,11%.
 
Alimentos pressionam
 
O IBGE apura o comportamento de nove grupos de preços. O que mais subiu foi o de alimentação e bebidas, com alta de 1,33%. Isso representa impacto de 0,29 ponto percentual no IPCA do mês, ou seja, metade da inflação de maio.
 
Itens que mais impactaram o índice:
 
       • batata-inglesa (+44,69% e impacto de 0,09 p.p.);
       • tomate (20,62% e 0,06 p.p.);
       • carnes (+1,39% e 0,04 p.p.);
       • cebola (+16,80% e 0,02 p.p.).
 
Espalhamento
 
O índice de difusão, que verifica o quanto a inflação está distribuída, mostra que 65% dos 377 produtos e serviços pesquisados tiveram alta de preços em maio.
 
O IBGE desagrega o IPCA em dois grupos, o de serviços, que traz os preços que sofrem mais influência do aquecimento ou esfriamento da economia – ou seja, mais suscetíveis à taxa básica de juros, a Selic – e o de preços monitorados, que costumam ser controlados por contratos, e os combustíveis.
 
Em maio, o grupo de serviços teve inflação de 0,40%, somando 5,97% em 12 meses. O grupo monitorados ficou em 0,43% no mês e 5,85% em 12 meses.
 
O índice
 
O IPCA apura o custo de vida para famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos.
 
A coleta de preços é feita em dez regiões metropolitanas – Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre - além de Brasília e nas capitais Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju. 
 
Da Agência Brasil