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Em 2025, cerca de 18 milhões de família receberam auxílio do governo

08 de May de 2026 às 16:00

IBGE/programas sociais
Cerca de 18 milhões de famílias receberam dinheiro de algum programa do governo federal em 2025. Esse dado representa 22,7% dos mais de 79 milhões de domicílios do país.
 
Em 2024, a proporção era maior, 23,6%. Já em 2019, último ano antes da pandemia de covid-19, 17,9% dos lares eram beneficiários de algum tipo de programa social.
 

Criança beneficiária do Programa Bolsa Família
© Lyon Santos/ MDS
 
Número representa 22,7% dos mais de
79 milhões de domicílios do país
 
Essa diferença representa a inclusão de 5,5 milhões de famílias abrangidas por programas de ajuda em seis anos.
 
As informações fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada nesta sexta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Rio de Janeiro.
 
O IBGE considerou programas federais, como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), que paga um salário mínimo por mês ao idoso com 65 anos ou mais ou à pessoa com deficiência de qualquer idade. Também foram incluídas ajudas assistenciais de estados e municípios.
 
A pesquisa mostra que de 2019 para 2020, ano da pandemia, houve aumento no número de beneficiados, ao alcançar 22,2 milhões de famílias – 31,4% dos domicílios. Nos anos seguintes, houve redução, mas sempre em nível superior ao pré-pandemia.
 
Veja a evolução dos números:
 
 
O analista do IBGE Gustavo Geaquinto Fontes explica que a redução na proporção de domicílios beneficiários dos programas sociais no último ano está relacionada ao mercado de trabalho aquecido.
 
O aumento da renda do trabalho pode impactar em menor necessidade de parte das pessoas para que tenha renda mínima e não estaria mais contemplada por programas sociais.
 
O especialista lembra que o nível de desemprego em 2025 foi o menor já registrado pela série histórica do IBGE, iniciada em 2012.
 
Valor do rendimento
 
De acordo com o levantamento, em 2025, o rendimento médio de programas sociais do governo era de R$ 870, pouco abaixo de 2024 (R$ 875). Já em relação a 2019 (R$ 508), o valor cresceu 71,3%, já descontada a inflação do período.
 
O instituto observa que, em decorrência da pandemia, a partir de 2020, governos aumentaram a abrangência dos programas sociais. 
 
Na esfera federal, o principal deles, o Bolsa Família – que na gestão anterior recebeu nomes como Auxílio Emergencial e Auxílio Brasil – serviu de ajuda para pessoas que não puderam trabalhar e chegou ao valor mínimo de R$ 600, válido até os dias atuais.
 
Resultados
 
O resultado da Pnad ajuda a perceber que os programas sociais estão focados em famílias com menores rendimentos, sejam de trabalho ou outras fontes, como aposentadorias, pensões e seguro-desemprego.
 
Em 2025, o rendimento médio mensal por pessoa nos lares que recebiam algum tipo de ajuda era de R$ 886. Já nos domicílios não beneficiários, era mais que o triplo (R$ 2.787).
 
Ao discriminar qual a fonte de rendimento, a pesquisa comprova que o Bolsa Família é o de maior abrangência. De todos os lares do país, 17,2% tinham o cartão do Bolsa Família. O número representa 13,6 milhões de casas.
 
O critério inicial para uma pessoa ser beneficiária do Bolsa Família é ter renda mensal familiar de até R$ 218 por pessoa (valor que a família ganha por mês, dividido pelo número de pessoas).
 
O benefício base é de R$ 600, que pode ser aumentado em casos de haver criança e grávida na família, por exemplo.
 
O segundo programa social mais presente é o BPC, recebido por 5,3% dos domicílios. Outros programas sociais, incluindo os de estados e municípios, contemplaram 2,4% das famílias brasileiras.
 
Regiões
 
A presença de algum tipo de benefício reflete a desigualdade de renda regional. No Nordeste, 39,8% das famílias recebiam dinheiro de programa social. Isso representa quatro em cada dez. No Norte, eram 38,8%.
 
Já no Sul, eram apenas 10,8% dos domicílios. Em seguida aparecem o Sudeste (14,8%) e o Centro-Oeste (17%).
 
Em relação ao Bolsa Família, alguns estados do Norte e do Nordeste têm quase metade dos domicílios abrangidos pelo programa. Já o maior estado do país, São Paulo, e a região Sul são os que têm menor proporção de famílias beneficiárias.
 
Veja a lista das 10 unidades da Federação com maior proporção de domicílios atendidos pelo Bolsa Família:
 
        1. Pará: 46,1%;
        2. Maranhão: 45,6%;
        3. Piauí: 45,3%;
        4. Alagoas: 41,7%;
        5. Amazonas: 40,8%;
        6. Ceará: 40,3%;
        7. Paraíba: 40,2%;
        8. Bahia: 38,7%;
        9. Acre: 38,6%;
        10. Pernambuco: 37,6%.
 
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Da Agência Brasil