As empresas estatais federais registraram lucro de R$ 136,3 bilhões até o terceiro trimestre de 2025, em comparação com igual período do ano passado, 22,5% maior. O faturamento foi de R$ 1,017 trilhão, resultado 6,3% superior ao de igual período de 2024.

sede da Petrobrás © Fernando Frazão/Agência Brasil
Os dados foram publicados no dia de ontem, quinta-feira (29) no Boletim Trimestral da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (Sest/MGI).
Nesse período, as estatais pagaram R$ 65,1 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio, sendo R$ 33 bilhões pagos à União e R$ 32,1 bilhões pagos aos demais acionistas.
O investimento também cresceu pelo terceiro ano consecutivo e até o terceiro trimestre de 2025 somou R$ 86,4 bilhões, crescimento de 34,3% em relação ao mesmo período de 2024.
De acordo com a pasta, entre 2022 e 2024, o investimento das estatais federais já havia aumentado 87%, em termos nominais .
O boletim apresentou resultados de 39 das 44 estatais federais. Estão fora cinco companhias cujos que não tinham os resultados do terceiro trimestre disponíveis até a conclusão do boletim.
Entre as estatais não dependentes encontram-se Petrobras, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Banco do Nordeste, Dataprev, Correios, Serpro, entre outras.
Entre as estatais dependentes, de um total de 17, que recebem recursos do Tesouro para custear suas operações, destacaram-se as empresas hospitalares dedicadas a atendimento especializado para o Sistema Único de Saúde (SUS): Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares/Ebserh, Grupo Hospitalar Conceição/GHC e Hospital das Clínicas de Porto Alegre/HCPA e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
Juntas, essas estatais absorvem mais de 70% da subvenção do Tesouro para as empresas dependentes.
O boletim do terceiro trimestre não consolidou dados da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), Centrais de Abastecimento de Minas Gerais S.A. (Ceasa Minas), Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ) e Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), que não homologaram seus resultados no Siest até a data de elaboração do documento.